Apesar das denúncias e do clamor público, o Presidente João Lourenço tem sido criticado por não se pronunciar sobre as alegações contra o seu Diretor do Gabinete. A oposição e a sociedade civil têm exigido o esclarecimento público dos implicados e uma investigação urgente e transparente. A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a admitir apurar dados para investigar Edeltrudes Costa, mas em momentos anteriores, uma fonte da PGR havia citado que não havia sinal de crime, suscitando opiniões divergentes sobre a real capacidade e vontade das autoridades em investigar uma figura tão próxima do Chefe de Estado.
Luanda – O cenário político angolano continua a ser abalado por um robusto escândalo de corrupção e enriquecimento ilícito que coloca o poderoso Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, figura central do governo e Diretor do Gabinete do Presidente da República, João Lourenço, no centro das atenções. As acusações, divulgadas por órgãos de comunicação social internacionais, sugerem um alegado esquema de desvio de fundos públicos e uso indevido da sua influência para benefício próprio e da sua empresa CARMO, meso assim o Presidente Angolano mentem o homem próximo do seu gabinete, sem no entanto abrir uma investigação ou constitui-lo em Arguido.
Milhões de Origem Desconhecida e Luxo em Portugal
As investigações jornalísticas levadas acabo pelo Observador Angola, revelaram que Edeltrudes Costa terá recebido milhões de dólares em suas contas bancárias, cuja origem é questionável e alegadamente incompatível com o seu salário de Ministro de Estado e Diretor do Gabinete Presidencial.
Transferências Milionárias: Em 2013, foram depositados 17,6 milhões de dólares numa conta sua no Banco Angolano de Investimentos (BAI), seguidos por outros 5 milhões de dólares. A origem destes fundos nunca foi detalhadamente esclarecida publicamente por Costa, embora o mesmo tenha declarado que todos os seus rendimentos são claros e legais.
Paraísos Fiscais e Imóveis de Luxo: Alega-se que parte desse dinheiro terá sido transferida para contas bancárias no Panamá, utilizando sucursais de bancos estrangeiros na zona franca da Madeira. Os fundos terão sido alegadamente usados para a compra de imóveis de luxo em Portugal, em locais como Sintra e Cascais, e até mesmo um barco, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.
“Gastos em Festas”: Embora a sua menção seja comum em círculos políticos, os alegados “gastos em festas” com fundos públicos ainda carecem de detalhes específicos em relatórios de investigação tornados públicos, mas reforçam a imagem de um estilo de vida de “extrema luxúria” à custa do povo angolano, em contraste com a pobreza que atinge grande parte da população.
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