Empresa Karam é Alvo de Graves Denúncias de Trabalho Escravo e Corrupção em Angola A empresa Karam Indústria está no centro de uma série de denúncias que apontam para graves violações dos direitos humanos e desrespeito à legislação angolana. Relatos recebidos pela nossa redação indicam que, no mês de outubro, dois funcionários teriam perdido a vida em decorrência das precárias condições de trabalho, descritas por colegas como regime de “escravidão moderna”.
Favorecimento e “Sacos Azuis”
Fontes empresariais locais revelaram ao Repórter Angola que a Karam Indústria tem operado sob um manto de protecionismo estatal. Segundo as denúncias, a empresa beneficia de facilidades na obtenção de licenças e contratos em troca de subornos — os chamados “sacos azuis”.
O esquema envolveria altos funcionários do Ministério da Indústria e Comércio e figuras de destaque da Polícia Nacional, incluindo o Comandante Geral, Francisco Ribas. De acordo com as fontes, as ordens para “facilitar a vida” da empresa vêm de instâncias superiores, permitindo que a Karam domine o mercado em detrimento de outros empresários locais que não recebem o mesmo tratamento ou visibilidade.
O Papel das Instituições de Fiscalização
A indignação dos trabalhadores e de outros empresários do setor acentuou-se em 2023, após uma visita oficial de uma comitiva ministerial à fábrica, com ampla cobertura mediática, enquanto empresas concorrentes com o mesmo foco de negócio foram ignoradas.
Apesar das constantes denúncias apresentadas à Inspecção Geral do Trabalho (IGT) e à Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), as fiscalizações parecem não surtir efeito.
“Trabalho nesta empresa há três anos. Os donos pagam milhões aos inspectores e a empresa nunca é fechada, nem pelas más condições de trabalho, nem pela escravidão”, afirma um funcionário sob anonimato.
“O Dinheiro Fala Todas as Línguas”
O empresário Manuel Mendoza reforça as acusações, sublinhando que a rede de proteção da Karam Indústria se estende por vários órgãos de soberania. Os denunciantes alegam que a empresa possui “costas largas” no Ministério da Indústria e Comércio, o que torna as inspeções ineficazes.
O cenário descrito é de um sistema onde a produção e a exportação são secundarizadas em prol de interesses individuais, prejudicando a economia nacional e, acima de tudo, a dignidade dos trabalhadores angolanos que enfrentam riscos de vida diários nas instalações da empresa.
Gostaria que eu elaborasse uma carta formal de denúncia baseada nestes fatos para ser enviada a órgãos de direitos humanos ou à inspeção do trabalho?
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