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No Dia do Início da Luta Armada, Doutora Laurinda de Macedo reflete sobre a guerra como dor colectiva e o apelo à cura interior

No Dia 4 de Fevereiro, data que assinala o Início da Luta Armada de Libertação Nacional, a Doutora Laurinda de Macedo propõe uma reflexão profunda e consciente sobre a guerra enquanto uma das maiores dores já vividas pela humanidade. No seu texto A Dor da Guerra, a autora questiona a narrativa que tenta justificar a violência como caminho inevitável para a paz, defendendo que a verdadeira libertação nasce da consciência, do diálogo e de decisões humanas maduras. Ao evocar a história de Angola e as marcas profundas deixadas pela guerra no tecido social e emocional do país, Laurinda de Macedo lembra que há feridas que permanecem abertas muito para além do silenciar das armas.

 

Para a Doutora Laurinda de Macedo, a guerra não se limita ao confronto armado: ela persiste como um estado interno, um espírito que se manifesta na indiferença, na exclusão social e na incapacidade de cuidar do outro. Assinalar o 4 de Fevereiro, segundo a autora, deve ser também um momento de introspecção colectiva, de reconhecimento das dores herdadas e de compromisso com a cura interior. Só através da educação consciente, da empatia e da transformação individual é possível honrar verdadeiramente a memória da luta, construindo uma Angola mais humana, equilibrada e preparada para uma paz duradoura.

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