Funcionários e colaboradores da Rede Girassol, empresa pertencente ao grupo Victória Press, manifestam crescente preocupação com a situação financeira e laboral que se vive actualmente na instituição.
Segundo relatos de trabalhadores, os salários deixaram de ser processados numa data fixa e passaram a ser pagos de forma faseada, de acordo com os níveis salariais. De acordo com estas informações, os colaboradores com vencimentos entre 100 mil e 200 mil kwanzas recebem primeiro, seguindo-se os escalões entre 200 mil e 300 mil, depois os que auferem entre 300 mil e 600 mil, posteriormente os que recebem entre 600 mil e 1.200.000 kwanzas. Apenas depois são processados os salários dos directores, administradores e do presidente do conselho de administração.
Os trabalhadores afirmam que esta situação tem gerado forte instabilidade financeira e emocional entre os colaboradores, sobretudo pela inexistência de uma calendarização clara para os pagamentos. Como exemplo, referem que os salários referentes ao mês de Maio para alguns funcionários do escalão entre 600 mil e 1.200.000 kwanzas apenas terão sido pagos no dia 21 de Junho.
Outra preocupação apontada pelos colaboradores prende-se com a alegada redução contínua do quadro de pessoal. Segundo as denúncias recebidas, mensalmente entre dois e quatro trabalhadores têm deixado a empresa, seja por despedimento ou desvinculação. Entre os casos recentemente comentados nos corredores da instituição está a saída da apresentadora Henesse Cacoma.
Os funcionários também lamentam aquilo que consideram ser uma falta de comunicação transparente por parte da administração. De acordo com várias queixas internas, os trabalhadores sentem-se desinformados sobre a real situação da empresa, os motivos dos atrasos salariais e os planos para ultrapassar a actual crise.
Há igualmente relatos de que membros do conselho de administração têm reduzido significativamente a sua presença física nas instalações da empresa, situação que tem contribuído para aumentar a sensação de incerteza entre os colaboradores.
Face a este cenário, os trabalhadores apelam à direcção da Rede Girassol e ao grupo Victória Press para que prestem esclarecimentos públicos sobre a situação financeira da empresa, apresentem um plano de regularização dos pagamentos e reforcem a comunicação institucional com os seus colaboradores.
Os profissionais defendem que a transparência, o diálogo e o respeito pelos direitos laborais são fundamentais para restaurar a confiança e garantir a estabilidade da instituição.
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