Em Angola, diz-se que os grandes rios fazem pouco barulho. Correm fundo, atravessam montanhas, alimentam várzeas, chegam ao mar — e ninguém os ouve partir.Jú Martins é assim.
Enquanto outros disputam microfones e primeiras páginas, ele prefere as salas fechadas, os dossiês bem preparados, as palavras medidas.
Nascido a 29 de Janeiro de 1964, jurista de profissão e estratega por vocação, construiu a sua carreira longe dos aplausos fáceis — e talvez seja exactamente por isso que chegou tão longe.
No MPLA, partido que conhece como poucos, passou por quase tudo: dirigiu o Comité Central, assessorou presidentes, integrou a Comissão Nacional Eleitoral, analisou eleições, pesquisou tendências, traçou estratégias. Fez tudo isto sem nunca precisar de gritar para ser ouvido.
Dizem os que o conhecem que Jú Martins acredita que a política séria não é para quem quer, mas para quem serve. Que a candidatura a um cargo de responsabilidade no partido não nasce de uma ambição pessoal, mas de uma leitura fria da necessidade colectiva. Esta visão, rara nos tempos que correm, é talvez o traço que melhor o define.
Agora, escolhido mandatário da recandidatura de João Lourenço à presidência do MPLA, Jú Martins volta a estar onde sempre esteve — não no centro do palco, mas na engrenagem que faz o palco funcionar. É o arquitecto que ninguém fotografa, mas sem o qual o edifício não fica de pé.
Em Dezembro, quando o IX Congresso Ordinário do MPLA abrir as suas portas, o nome de Jú Martins estará lá. Discreto, como sempre. Essencial, como sempre.
Porque em Angola, os grandes rios fazem pouco barulho.
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