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Higino Carneiro denuncia pressão e perseguição de pessoas que subscreveram sua candidatura à liderança do MPLA

O político do MPLA, Francisco Higino Lopes Carneiro, pré-candidato à liderança do partido no poder, no IX Congresso Ordinário, marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro deste ano, denunciou à imprensa uma onda de perseguição e pressão contra membros que compõe a sua candidatura.

A denúncia foi feita esta quinta-feira, 25 de Junho na Sede Nacional do MPLA, após a formalização da sua candidatura, que conta com 19 mil e 324 assinaturas entregues à Subcomissão de Candidaturas colocadas em caixas, recolhidas em todas as províncias do país.

Segundo o general, durante o processo de recolha de assinaturas, a sua equipa enfrentou muitos entraves no percurso, sublinhando que a primeira campanha de recolha, quando já tinham sido reunidas mais de 10 mil assinaturas, teve de ser interrompida, obrigando a equipa a percorrer novamente as 21 províncias nos últimos 30 dias.

“Houve pressões, perseguições às pessoas que estavam a trazer as subscrições e, naturalmente, quando houve esse ou aquele conflito, foi necessário chamar a polícia para intervir”, afirmou.

Higino Carneiro espera que a Comissão de Mandatos trabalhe com transparência ao analisar o seu processo, pois garante que foram cumpridas todas as exigências de acordo com os regulamentos do IX Congresso Ordinário e dos Estatutos do MPLA.

“A comissão é soberana, nós acreditamos que eles trabalham respeitando a transparência, a legalidade e aquilo que naturalmente estabelecem os nossos Estatutos e também o regulamento eleitoral”, disse.

Apesar dos desafios, o pré-candidato considerou que a fase de recolha terminou com sucesso, com apoio de militantes, simpatizantes e da diáspora. “O mais importante é que conseguimos cumprir o que prometemos”, ressaltando que o número de subscrições reunidas demonstra “o querer dos militantes” e que o partido tem de respeitar os seus militantes.

“Tivemos muito apoio na recepção das subscrições nas províncias de Luanda, Huambo, Benguela, Bié, Kwanza Sul, Zaire e Uíge”, declarou, agradecendo “a coragem” dos militantes destas províncias.

Quanto aos processos judiciais movidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que na terça-feira, 23 de Junho, o notificou de uma acusação por peculato e branqueamento de capitais, Higino Carneiro invocou a presunção de inocência, afirmando que “fomos surpreendidos, vamos esperar pelos desenvolvimentos”.

Higino Carneiro solidarizou-se ainda com o também pré-candidato António Venâncio, que se encontrava igualmente na sede do MPLA incentivando mais militantes a apresentarem candidaturas.

João Lourenço, actual presidente do MPLA foi o primeiro a entregar a candidatura à subcomissão de Mandatos do conclave, que poderá contar com a participação de mais de dois mil delegados, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda.

O IX Congresso Ordinário do partido no poder há 50 anos está agendado para os dias 9 e 10 Dezembro do ano em curso 2026, sendo que a data limite para a formalização de candidaturas vai até ao dia 25 de Outubro de 2026.

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