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Ex-militares integrados na Polícia Nacional reclamam atraso no pagamento de salários

Ex-militares licenciados à reserva no dia 9 de Outubro de 2023 manifestaram descontentamento face ao atraso no pagamento de salários e subsídios de instrução, após a sua integração no concurso público interno do Ministério do Interior para ingresso na Polícia Nacional.

Segundo informações prestadas pelos visados ao Imparcial Press, o concurso decorreu em 2024 e incluiu vários testes e requisitos, dos quais alguns candidatos foram considerados aptos.

Posteriormente, os concorrentes foram orientados a remeter a documentação nas respectivas províncias de origem. No entanto, os candidatos que entregaram os processos em Luanda acabaram distribuídos por comandos provinciais em 21 províncias do país, com excepção de Luanda e Icolo e Bengo.

A formação teve início em Fevereiro de 2025, com duração entre seis e dez meses, tendo sido realizada em diversos centros de instrução policial.

Durante o período formativo, parte significativa dos ex-militares afirma não ter recebido salários nem subsídios de instrução, situação que, segundo relatam, se mantém mesmo após a conclusão da formação, ocorrida há cerca de dois a três meses.

Os ex-militares referem que, até ao momento, não lhes foi prestada qualquer informação oficial sobre a regularização dos pagamentos, sendo apenas orientados a aguardar.

Alegam ainda que lhes foi comunicada, de forma informal, a existência de constrangimentos relacionados com vagas no Ministério das Finanças.

Os reclamantes questionam a situação, apontando que outros efectivos integrados no mesmo período, em centros de formação localizados no Huambo, Malanje e noutras províncias, terão recebido os seus vencimentos de forma regular.

A situação afecta, sobretudo, os efectivos já colocados em províncias fora das suas áreas de residência, sem apoio para alojamento, alimentação ou transporte.

Recordam que a Polícia Nacional não dispõe de sistema de aquartelamento, obrigando os agentes a assegurar as suas próprias condições de subsistência.

Com mais de dez anos de serviço prestado nas Forças Armadas Angolanas, os ex-militares reiteram a sua disponibilidade para continuar a servir o país no seio da Polícia Nacional, defendendo, contudo, a necessidade de cumprimento dos seus direitos laborais, nomeadamente o pagamento dos salários e subsídios em atraso.

Os visados apelam às entidades competentes para uma solução célere que permita regularizar a situação e garantir a dignidade profissional dos efectivos integrados.

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