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EM 2018 ATRIBUÍ NOTA 9,5 A GOVERNAÇÃO DE JOÃO LOURENÇO, HOJE, JLO NÃO PASSA DE O, 5”, ALBINO PAKISSI

Por Pedro Kyanzueto | Redação Repórter Angola

O filósofo, professor universitário e analista político Albino Pakisi apresentou um diagnóstico contundente e sombrio sobre o atual estado da governação em Angola. Em declarações ao portal O Decreto, Pakisi não poupou críticas ao Presidente João Lourenço, classificando a sua gestão como “péssima” e muito distante das expectativas criadas no início do mandato.

1. A Queda Drástica na Avaliação: De 9,5 para 0,5

Pakisi recordou o entusiasmo que sentia em 2018, logo após a ascensão de João Lourenço ao poder. Naquela altura, o filósofo chegou a atribuir uma nota de 9,5 à governação, acreditando num processo real de mudança. Contudo, confrontado com a realidade socioeconómica atual, o analista afirma que hoje a sua avaliação é de apenas 0,5.

Para o professor, a governação não corresponde aos anseios dos angolanos e falhou em romper com os vícios do passado.

2. O Apelo à “Via Revolucionária”

Uma das declarações mais polémicas de Albino Pakisi foca-se na necessidade de uma mudança de paradigma político. O filósofo defende que, para pôr fim ao sistema instalado pelo MPLA, a sociedade deve considerar a via revolucionária.

Pakisi traçou um paralelo histórico com as figuras de Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi, líderes que conduziram o processo de libertação contra o domínio colonial português. O analista desafiou os angolanos a refletirem, com lucidez, sobre os meios legítimos para alcançar uma verdadeira alternância política.

3. “Não Temo as Represálias”

Questionado sobre o risco de sofrer perseguições ou represálias por parte do regime devido às suas palavras duras, Pakisi mostrou-se inabalável:“Não temo tal afronta. Caso venha a perder a vida, serei considerado um mártir. Acredito que a minha luta pelo bem coletivo será lembrada por muitos anos”, afirmou.

4. A Crítica ao Patriotismo das Elites

Pakisi lançou ainda dúvidas sobre a identidade e o compromisso patriótico de muitos dirigentes do MPLA. O analista argumenta que a elite governante prefere investir no estrangeiro do que no próprio país, citando casos específicos para ilustrar a sua tese:

  • General Furtado: O Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar foi citado por Pakisi, que alegou que este teria concorrido a eleições presidenciais em Cabo Verde no passado.
  • Fuga de Capitais: Mencionou outros dirigentes com fortunas e negócios milionários em São Tomé e Príncipe e na Europa, questionando se seriam “genuínamente angolanos” na sua entrega ao país.
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