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Denúncia de trabalhadores da Visgo na Assembleia Nacional: Ganham 40 mil kwanzas

Uma denúncia recebida pela redação do Lil Pasta News dá conta de irregularidades envolvendo trabalhadores e prestadores de serviço ligados à empresa Visgo, que atuam na Assembleia Nacional de Angola.  Segundo o denunciante, o problema centra-se em salários baixos, atrasos recorrentes e punições para quem reclama, alegando ainda que a situação já foi levada aos tribunais.

De acordo com a denúncia, o informante afirma ter trabalhado na Visgo durante seis anos, sendo que a remuneração referida teria ficado, nesse período, na faixa de 40 mil kwanzas. O denunciante acrescenta que, apesar da experiência acumulada, a empresa teria efetuado despedimentos atribuídos à “reclamação da miséria” e ao atraso salarial. Alega-se também que o caso estaria em tramitação judicial há quase dois anos, sem resultados.

A denúncia refere, igualmente, que apesar do valor alegadamente pago a trabalhadores com maior tempo de serviço, a empresa teria contratado novos colaboradores com salários na ordem dos 50 mil kwanzas, mantendo-se, segundo a mesma fonte, um padrão considerado insuficiente face às responsabilidades e às condições de trabalho.

 

O denunciante sustenta que a Assembleia Nacional teria aprovado um **salário básico de 100 mil kwanzas, e afirma que os trabalhadores chegam a ficar entre três a quatro meses sem receber. Ainda conforme o relato, quem formaliza reclamações seria alvo de medidas como afastamento ou dispensa, alegadamente sem indemnização.

Além disso, a denúncia afirma que “toda a Assembleia Nacional sabe do salário” e que, apesar disso, não teria havido intervenção,  citando o presidente da Assembleia Nacional, Adão De Almeida, e também o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior,  bem como deputados da instituição.

Os denunciantes pedem que o assunto seja levado a uma plenária e exigem discussão pública sobre as condições salariais dos trabalhadores prestadores de serviço “na casa das leis”.

A redação do Lil Pasta News informa que a denúncia seguirá em acompanhamento, com a intenção de ouvir a Visgo e as entidades competentes, para esclarecimentos sobre os alegados atrasos salariais, valores praticados e eventuais ações disciplinares relacionadas com reclamações.

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