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CNJ Sob Sequestro: Tomás Bica acusado de corromper organizações para manter Isaías Kalunga

LUANDA – O Conselho Nacional de Juventude (CNJ) está no centro de uma tempestade política. Denúncias graves apontam que Tomás Bica, antigo administrador dos municípios do Cazenga e Sambizanga, está a mover influências nos bastidores para garantir, a todo o custo, a continuidade do seu “pupilo”, Isaías Kalunga, na presidência da instituição — apesar de o mandato deste já ter expirado.

Táticas de Corrupção e Manutenção de Poder

Fontes próximas ao processo revelam um cenário de alegada manipulação. Bica é acusado de utilizar métodos questionáveis, incluindo a corrupção de organizações juvenis, para fabricar um apoio artificial à permanência de Kalunga.

Para analistas locais, esta não é uma movimentação isolada, mas sim uma estratégia de sobrevivência política. Tomás Bica, cujo histórico nas administrações municipais por onde passou é marcado por críticas à sua gestão e suspeitas de má governação, vê no CNJ um “braço de influência” vital para manter o seu capital de poder e vantagens pessoais.

O Legado de Problemas e a Ambição Pessoal

A figura de Tomás Bica carrega o peso de gestões polémicas no Cazenga e Sambizanga, onde deixou um rasto de problemas por resolver. A sua insistência em controlar o CNJ através de Kalunga levanta um alerta vermelho:

  • Controlo Institucional: A tentativa de subordinar uma instituição que deveria ser eticamente irrepreensível aos interesses de um grupo político.
  • Vencimento de Mandato: A resistência em abandonar o cargo por parte de Kalunga fere os princípios de alternância e transparência democrática.

Integridade em Xeque

A sociedade civil e as organizações de juventude começam a questionar até que ponto o CNJ se tornou um joguete político nas mãos de figuras externas. A manutenção forçada de uma liderança com mandato vencido compromete a integridade da instituição e a confiança da juventude angolana na justiça e na transparência.

À medida que novas informações surgem, cresce a pressão para que as autoridades competentes e os órgãos de fiscalização intervenham, impedindo que o CNJ seja transformado num quintal privado de interesses partidários e pessoais.

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